quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Pâmela

A Pâmela foi o grande amor da vida do meu irmão. O grande desastre foi tê-la conhecido só depois de ter se casado e ter tido duas filhas, Melissa e Josienne. Algumas pessoas são capazes de levar uma amante na maciota por anos a fio. Lamentavelmente, para o meu irmão, ela não era esse tipo. A regra número um nesses casos é não se apaixonar pela fulana. Desse modo fica mais fácil iludi-la com a eterna e manjada promessa de que você vai sair de casa assim que as crianças forem maiores e capazes de entender a separação. Até porque, segundo a tradição desse papo furado, o casamento já acabou e só existe nas aparências, “e vista sua roupa que agora eu tenho que ir, benzinho”. Agora, se você está perdido de amores pela sua amante fica difícil dirigir o carro de volta para casa, a sua mulher vira um bucho e você só quer saber do seu próximo encontro. Além disso, começa a dar bandeiras incríveis do tipo: ligar do seu celular, levar a fulana no seu local de trabalho, dar presentes com seu cartão de crédito e por aí vai. E foi aí que eu entrei nessa história. Como a Pâmela havia se tornado uma presença constante na vida do meu irmão. Ele precisou achar uma maneira de tornar a fulana “da família”, tendo a genial idéia de dizer que ela era a minha namorada. Como você pode ver pelo desenho dela nua aí em cima: a coisa não deu certo. Como na época eu também precisava esconder o meu caso com a Elô, a coisa meio que caiu como uma luva. Antes de tudo, fui avisar a Elô de que tudo não passava de uma tramóia do meu irmão e tudo mais. “Olha lá, hein. Ela é muito mais bonita do que eu”. “Ninguém é mais bonita do que você.”

Passamos a nos encontrar com relativa freqüência: eu, ela e o meu irmão. Como a Stella, a esposa dele não era dada a badalação e gostava de ficar em casa sempre saíamos os três. No fim, eles iam para um motel e eu tinha que ficar fazendo hora até eles voltarem. No começo comecei a marcar com a Eloísa de nos encontramos os quatro, mas o medo de que seus filhos acabassem descobrindo nosso relacionamento deixava tudo mais difícil. Para nos encontramos, eu quase sempre tinha de descer até a casa da praia. E foi aí que a coisa desandou. Eu havia marcado de ir encontrar a Elô no mesmo dia em que o meu irmão havia marcado uma de suas patifarias. A Josienne estava doente e a Stella queria que meu irmão ficasse em casa. Como ele a essa altura já babava feito um cachorro louco pela amante, ligou avisando que não poderia ir. A sirigaita que, já há muito tempo, tratava meu irmão como um animal, não topou essa e começou a fazer chantagem. O bocó acabou cedendo. Eu já estava a caminho do litoral quando ele me ligou pedindo “pelo amor de Deus”, para ir buscar a Pâmela e levar para a casa da minha avó que ficava no mesmo prédio três andares acima. Ele implorou, prometeu que seria a última, prometeu grana e tudo mais.

Eu já tinha percebido que essa Pâmela era na verdade uma trambiqueira de mão cheia. Eu estava disposto a acabar com essa história de uma vez e mostrar para o meu irmão quem ela era de fato.

Levei a dita cuja para o meu quarto e ficamos esperando o Don Cabron ter uma brecha e subir. Eu sabia que ele iria demorar e comecei a passar a conversa na perva. Conversa vai, conversa vem comecei a convencer a fulana a posar para mim. Mostrei os meus desenhos e disse que o meu irmão iria adorar ver um “nu artístico” dela. Como eu já tinha fumado uma maconha com ela e tomado uma garrafa e meia de Sauvignon Blanc bem gelado, foi até fácil despir a coitada. Deitei-a na minha cama e comecei a tirar peça por peça. Quando tirei a calcinha,eu já cai de boca. Ela reclamou mas não afastou a minha cabeça então eu continuei a lambê-la: “Psiu! Vai acordar a minha avó”. “É que está tão bom, hum”. “Pronto, agora fica ali que eu vou te desenhar”. “Agora?” “É. Agora.” “Como é que eu fico?” “Fica aí na cama mesmo. Ou fica em pé. Faz uma pose, sei lá, mexe no cabelo. Fique à vontade.” “Tira a sua roupa também. Vai”.”Tá.” “Deixa eu retribuir o que você fez.” “Como assim?” “Deixa eu chupar o seu pau, ué”. “Ah, depois”

O desenho não deu muito trabalho. O duro foi segurar essa louca até terminar. Quando o meu irmão entrou deu para ver o meu pau entrando e saindo da boceta dela. O tempo fechou. Ele aprontou um escândalo. Acordou minha avó e toda a vizinhança (a esposa inclusive). No fim, ele a Stella e as filhas, voltaram a morar na fazenda do meu pai em Poconé. A Pâmela ainda me procurou uma vez para pedir dinheiro emprestado. Emprestei. Ela sumiu. Ouvi dizer que está morando na Espanha.

Um comentário:

  1. rsrsrs... essa história não pode ser verdade.

    ResponderExcluir